Domingo, 22 de Março de 2009

Não, este não é um post enraivecido com a arbitragem, o propósito é completamente diferente...


Por estes dias fui agradavelmente surpreendida na televisão com este anúncio publicitário.

Estou a falar da iniciativa "Galp Share, energia positiva", uma comunidade web 2.0 para a partilha dos veículos que entram todos os dias nas cidades, a maioria deles apenas com um passageiro, criando enormes filas de trânsito, aborrecimentos, poluição e mais poluição.




Por certo já muita gente terá pensado o mesmo e terá tido a sua iniciativa pessoal do género (mas talvez ainda raros casos). Pois é, de qualquer forma é muito bonito pensar e outra coisa é passar à prática.

Assim sendo, se os transportes públicos não são solução, para quem partilha caminhos porque não partilhar um veículo? A iniciativa estende-se a eventos esporádicos como concertos e jogos de futebol e aqueles que já são mais ecológicos podem partilhar o percurso que realizam de transportes públicos ou os percursos pedonais e de bicicleta.

Até o senhor Markl já aderiu e tu?

 

 



publicado por rosa às 21:47 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Domingo, 15 de Março de 2009

Pelo Oeste...


" - Olá eu sou a Rosa, e sofri uma overdose de chocolate!

- Olá Rosa!"


Pois é, isso foi na...

Feira de Chocolate de Óbidos 2009

 

 

Comparativamente ao ano passado achei a Feira um pouco mais pequena. Mas não pensem que a oferta era pouca: ele era cerveja de chocolate, vodka de chocolate, fruta com chocolate, provas de cozinheiros em concurso, bolos de mil e uma variedades, crepes, bombons, barras, provas de chocolate quente, e mais, mais, mais. Chocolate em tudo que é canto!

Este ano contive-me menos e nunca comi tanto chocolate de uma assentada, chegando quase ao ponto de enjoar com a bela iguaria, se bem que umas quantas horas depois a ânsia pelo chocolate já estava no auge outra vez. É o que acontece aos addicted.




Ginjinha, em copo de chocolate ou não. É bem docinha e sabe sempre bem, não consigo ir a Óbidos e deixar de a beber. É o bilhete postal de Óbidos. É obrigatório beber!


Uma mais valia são sempre os animadores que acompanham o Festival e fazem suportar uma fila ou outra sempre com um sorriso na cara. Este ano especial destaque para o Sr. biscoito do filme Shrek (que nos deu informações confidenciais sobre o paradeiro do Shrek), o Sr. queque, a D. Inês sempre "hiper magra" e a torta de chocolate... nah ups de beterraba.




Esquecendo a confusão das feiras temáticas de Óbidos, para além da Feira do Chocolate, a feira Medieval e a aldeia de Natal, que valem sempre a pena a visita, procurem também uns dias mais calminhos por aquela vila: subir as muralhas, sair da rua principal e partir à aventura dos outros caminhos, onde há sempre recantos a descobrir. As casas brancas características pintadas maioritariamente com faixas amarelas e azuis de grande vivacidade, por onde trepam as roseiras são também cartão de visita - casas que todos os inquilinos deixam sempre bem cuidadas.

À noite o percurso também é bonito, e os vários cafés têm sempre um ambiente castiço, tipicamente medieval, com bebidas e comida a condizer.




Quinta dos Loridos

Não é preciso ganhar o euromilhões para ser excêntrico, é preciso é ter pipas e pipas de massa! Pois, e o senhor Joe Berardo tem bastantes dessas "pipas". É, actualmente, um dos homens mais ricos do Mundo no recente ranking da revista Forbes. E, com algumas das tais "pipas", adquiriu uma quinta nas redondezas de Óbidos, mais propriamente na zona do Bombarral.

Até aqui nada de excêntrico. E se eu vos disser que ele decorou a vasta propriedade, todos os seus jardins, com estátuas e motivos orientais? Excêntrico? Ainda um 'talvez'. Leiam, então, o resto.

 

Apesar do jardim budista não estar completamente concluído, vale já por completo a visita! E eu cá quero lá voltar quando tudo estiver afinado.


Todo o parque da quinta é grandioso e belo, traz um pouco do lá fora cá para dentro, eu pelo menos por instantes senti-me por terras orientais. São paisagens únicas, com as vinhas ali mesmo ao lado.

Dada a decoração e o cuidado paisagístico, especialmente com o grandioso lago, parece que pisamos solo sagrado. Ali, para completar o cenário só faltam mesmo os monges budistas ou grupos em meditação, pois a acalmia do espaço é a isso convidativo.

Se quiserem conferir ora vejam aqui.

Logo que possível, também deixarei umas quantas fotos aqui no blog para vos apresentar esta obra que merece toda a nossa atenção. Acho que todos os países precisam de uns quantos milionários que dividam a sua riqueza a proporcionar quanto mais não seja um pouco de sonho e cultura a todos nós.

Digo ainda que, à semelhança do que acontece no CCB, também este monumental jardim está de portas abertas aos visitantes sem cobrança de qualquer tarifa, pelo menos por enquanto.



publicado por rosa às 22:48 | link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito

Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Apesar de sempre ter vivido no litoral, viver num local com praia ou sem praia não é a mesma coisa. E eu cá sempre tive pena de não poder simplesmente andar uns escassos metros a pé por uns minutos e estar logo ali junto ao mar, nada de ter de pegar no carro ou apanhar transportes públicos. Andar uns 5, 10, 15 minutos e tê-lo logo ali à frente.

Pois é, mas agora por uns meses sempre posso aproveitá-lo!

E em dias de sol como estes, o Verão já parece ter começado!

Por aqui está imenso calor... ontem os termómetros de rua indicavam os 29 graus. Escusado será dizer, então, que a praia estava cheia de gente. Se já vemos corajosos nos dias de frio quanto mais agora!

Estes são dias de Verão num Inverno, e dias de Verão que alguns 'Verões' passados nem sequer tiveram.



Gosto de perder horas na proximidade do mar, dar passeios junto a ele, contemplá-lo. Recarrega-me baterias, traz outra disposição, atenua o mal-estar, faz esquecer algumas semanas difíceis nem que por instantes.

E sim, continuo a adorar o azul-verde, pisar a areia, aqui no sul com uma cor mais viva especialmente quando molhada, ser 'pisada' pelo mar. Olho tudo em volta e continuo a achar tudo grandiosamente belo.


Quando vou no comboio reparo que algumas pessoas já nem olham para a paisagem que me continua a encher a alma. Contemplo tudo à minha volta, sou panteísta, não quero esquecer esta beleza nem quero mudar de atitude. Alguns dos meus posts podem considerá-los exacerbados, descrições de alguém que nunca viu nada, demasiado extasiados, uma atitude demasiado contemplativa. Eu chamo-lhe o 'olhar da novidade'. Apesar de já ter estado em alguns destes locais parece-me sempre que há um pormenor que escapa e parece-me que se o confrontarmos como algo sempre novo ele trará sempre algo a ser apreciado, nem que mude o ponto de vista. Só assim as coisas se tornam especiais do meu ponto de vista. Se as coisas se tornam simplesmente uma questão de hábito, ou bem adquirido, deixamos de ter esse olhar e não vamos dar valor ao que temos. Não é preciso pensar num Deus, ou chamemos-lhe o 'Deus das coisas simples': olhar a acalmia do mar, escutar o seu som, aproveitar cada raio de sol, ... (completem ao vosso gosto)


Porque simplesmente durante aqueles instantes de contemplação, sem pensar em mais nada, encontro ali momentos de felicidade.

 

 



publicado por rosa às 14:35 | link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Sintra: tudo simplesmente... indescritivelmente belo, fusão de Natureza e arquitectura inigualável

Sim, ao que parece este vai ser mais um post extasiado com mais maravilhas deste belo Portugal. Este tem o verde, o "verde oiro", edifícios singulares, ricos, combinações de influências diversas. Fiquei maravilhada com Sintra!


Apenas reclamo dos preços que se praticam naquela zona com o turismo cultural. Pedia no mínimo um desconto com cartão jovem, ou até para os portugueses (que assim, como seria de esperar, raros se vêm!), mas nada disso...

 

Palácio da Pena

Bem lá no alto, é imponente. O preço para conhecer a sua história é subir alguns quilómetros a partir da cidade de Sintra, por isso o melhor é apanhar o 434!

Strauss quando o visitou disse: "Hoje é o dia mais feliz da minha vida". Vá não é preciso chegar tão longe amigo Strauss! Mas que aquele Palácio rebenta a escala dos locais mais belos construídos pelo Homem, ai isso rebenta sim senhor.




Eu poderei descrever e descrever e descrever, mas a grandiosidade do monumento aniquila-nos no momento em que estamos presentes, tanto por fora como por dentro é simplesmente "uau".

É difícil percorrer uma sala que seja sem pensar como foi possível fazerem tantas coisas de uma preciosidade que ultrapassa o material, de um detalhe exímio. Basta dizer que raras são as pedras que não sejam trabalhadas. Não chega sequer olhar em nosso redor num ângulo de 360º, olhamos para o tecto, e praticamente em todas as divisões, mesmo a pedra que forma o tecto é esculpida com minúsculos pormenores e algumas assemelham-se a estalactites mas esculpidas e muito trabalhadas.

Quando assim não é temos pinturas que nos dão a ilusão de profundidade, paredes revestidas de tecido, algumas em tempos eram até de cera, nas divisões exteriores predomina o azulejo.

A mobília é das mais diversas origens, como do oriente, preenche todos os recantos, nenhum espaço fica vazio (se fossem suas realezas a limpar o pó queria ver! Ai queria, queria!).

Azulejos mudéjares, arquitectura mourisca, as influências arquitectónicas são mais que muitas.


Começou por ser apenas um mosteiro que sofreu grandes danos com o terramoto de 1755, este foi recuperado durante o reinado de D. Maria II e D. Fernando II, e, foi nessa altura, entre 1842 e 1854, que foi construído o chamado "Palácio novo". Do antigo mosteiro restam a capela e o claustro manuelino.

Localizando-se no alto de um penedo, proporciona uma vista esplendorosa sobretudo sobre a cidade de Lisboa, sendo perceptível a ponte 25 de Abril e o Cristo Rei. O melhor ponto para apreciar a paisagem é o Terraço da rainha.

E por aqui me fico, não falando do famoso tritão, da guarita com a cúpula mourisca, do salão nobre, da cozinha entre muito mais. Vão e visitem!



Parque da Pena

Sem dúvida um local para dar belos passeios e com muito para explorar em todo ele, mesmo ali nas imediações do Palácio da Pena.

Preciosidade botânica, também de diversas proveniências, com indicações dos seus nomes.

Em alguns locais encontramos algumas construções, como a fonte dos Passarinhos (na imagem abaixo), também de estilo islâmico, lagos, e alguns dos locais preferidos pelos reis e rainhas que privilegiadamente habitaram o palácio.





Castelo dos Mouros

Para além de outros elementos à chegada e no interior que merecem a nossa atenção, o Castelo dos Mouros personifica um óptimo miradouro, sensivelmente à mesma altura do Palácio da Pena, mas com uma visibilidade mais abrangente: para além de termos mais coisas para admirar, podemos sempre olhar em todo o nosso redor uma vez que não existem mais edifícios ali à beira, o que seria difícil num local tão íngreme.




De uma das torres, a Alcáçova, a vista incide principalmente sobre Sintra, para os seus famosos monumentos como o Palácio de Monserrate, o Palácio de Seteais, Quinta da Regaleira, o Paço Real de Sintra e outros locais, e mais ao fundo vemos até o mar e a espuma gerada por este ao bater na areia ou nas rochas.

Da outra torre, a Torre Real, vemos Palácio da Pena, quase ali tão perto e mais uma vez avistamos parte da cidade de Lisboa e da sua entrada pela ponte 25 de Abril e da outra margem o Cristo Rei. Vemos ainda o recorte geográfico daquela zona. Coisa bonita de se ver!

E não é à toa, que o rei D. Fernando II, o rei artista, para lá ia pintar. Aquele lugar tudo tem de inspirador, sem dúvida.

A fortificação remonta à ocupação muçulmana, contudo um castelo medieval agregou-se a essa fortificação e assim temos o Castelo dos Mouros.


Queijadas de Sintra

Lamento, mas foram uma grande desilusão para mim. Desde logo têm um grande defeito: são muito pequenas! No máximo em duas dentadas lá se vai uma queijada (mas vá convém ter mais cuidado para a degustar).

De resto, em volta diria que temos uma massa semelhante à do pão, bastante fina, e o recheio será semelhante em sabor e textura a bolo de canela mas com mais açúcar e ovo.

Espero reconciliar-me com os doces de Sintra quando provar os Travesseiros de Sintra...




Não deixem de ir a Sintra! É tudo soberbo!


Outros locais a visitar:

- Convento dos Capuchos

- Museu de arte moderna

- Museu do brinquedo

- Palácio de Monserrate

- Palácio e Quinta da Regaleira

- Palácio Nacional de Sintra ou Paço Real de Sintra

- Palácio de Seteais.



publicado por rosa às 21:45 | link do post | comentar | ver comentários (14) | favorito

Sábado, 7 de Março de 2009

Já há muito deu para ver que Cascais é uma vila com uma longa aliança com o mar. É um casamento que dura há gerações e gerações, os monumentos relatam essa história, as velhas rochas não dizem menos, nem menos dirão as inúmeras embarcações ao largo no mar e as atracadas.



Se antes fora uma terra essencialmente de pescadores, hoje a diversidade é muita e isso é bem visível num passeio de que podemos usufruir no percurso pedonal entre Cascais e S. João do Estoril, tendo pelo meio o Monte Estoril e o Estoril.

A pé, Cascais está separada de S. João do Estoril apenas por cerca de 40 minutos, nesse percurso para além de mais paisagens esplendorosas e da proximidade com o mar, sempre a meros metros de distância, Cascais é exemplo vivo da diversidade aos mais diversos níveis:

- uns andam, uns correm, uns andam de bicicleta, uns de patins, outros de skate, outros de trotinete;

- uns passeiam os cães, outros os filhos, outros os namorados, outros a família, outros a eles próprios;

- ali uns aprendem a andar, outros deixaram de andar e são empurrados por outros mas querendo aproveitar cada trago de sol;

- outros fazem surf, outros equilibram o Yin e o Yang fazendo Tai Chi, outros dão valentes mergulhos, algumas tias ainda bem que preferem o sol natural ao solário ao "trabalharem para o bronze", outros pescam;

- a praia é ponto de encontro, é o café mais in da zona;

- os mais velhos são cheios de genica, a ginasticar de um lado para o outro;

- ele há ingleses, americanos, espanhóis, alemães e os loiros abundam;

- apesar da ventania está muito sol, o que para muita gente já é sinónimo de andar de T-shirt ou mesmo camisola de alças (cruzes credo!), pelo contrário este tempo ainda a la Inverno faz-me andar bem agasalhada. A ventania fez-me perder a coragem da semana passada de banhar os pezinhos pelo mar;

- os cães atiram-se à água e trazem a bola ao dono;

- o mar bate na rocha e na areia mas quase nunca com agressividade, acaricia a areia, não a enrola;

- os velejadores lá ao fundo aproveitam cada sopro deixado pelo vento.


(Mais uma vez tenho pena de não ter uma máquina para vos mostrar mais da bela Cascais, quiçá brevemente...)



publicado por rosa às 20:04 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

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