Sexta-feira, 13.03.09

Apesar de sempre ter vivido no litoral, viver num local com praia ou sem praia não é a mesma coisa. E eu cá sempre tive pena de não poder simplesmente andar uns escassos metros a pé por uns minutos e estar logo ali junto ao mar, nada de ter de pegar no carro ou apanhar transportes públicos. Andar uns 5, 10, 15 minutos e tê-lo logo ali à frente.

Pois é, mas agora por uns meses sempre posso aproveitá-lo!

E em dias de sol como estes, o Verão já parece ter começado!

Por aqui está imenso calor... ontem os termómetros de rua indicavam os 29 graus. Escusado será dizer, então, que a praia estava cheia de gente. Se já vemos corajosos nos dias de frio quanto mais agora!

Estes são dias de Verão num Inverno, e dias de Verão que alguns 'Verões' passados nem sequer tiveram.



Gosto de perder horas na proximidade do mar, dar passeios junto a ele, contemplá-lo. Recarrega-me baterias, traz outra disposição, atenua o mal-estar, faz esquecer algumas semanas difíceis nem que por instantes.

E sim, continuo a adorar o azul-verde, pisar a areia, aqui no sul com uma cor mais viva especialmente quando molhada, ser 'pisada' pelo mar. Olho tudo em volta e continuo a achar tudo grandiosamente belo.


Quando vou no comboio reparo que algumas pessoas já nem olham para a paisagem que me continua a encher a alma. Contemplo tudo à minha volta, sou panteísta, não quero esquecer esta beleza nem quero mudar de atitude. Alguns dos meus posts podem considerá-los exacerbados, descrições de alguém que nunca viu nada, demasiado extasiados, uma atitude demasiado contemplativa. Eu chamo-lhe o 'olhar da novidade'. Apesar de já ter estado em alguns destes locais parece-me sempre que há um pormenor que escapa e parece-me que se o confrontarmos como algo sempre novo ele trará sempre algo a ser apreciado, nem que mude o ponto de vista. Só assim as coisas se tornam especiais do meu ponto de vista. Se as coisas se tornam simplesmente uma questão de hábito, ou bem adquirido, deixamos de ter esse olhar e não vamos dar valor ao que temos. Não é preciso pensar num Deus, ou chamemos-lhe o 'Deus das coisas simples': olhar a acalmia do mar, escutar o seu som, aproveitar cada raio de sol, ... (completem ao vosso gosto)


Porque simplesmente durante aqueles instantes de contemplação, sem pensar em mais nada, encontro ali momentos de felicidade.

 

 



publicado por rosa às 14:35 | link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito

Sábado, 07.03.09

Já há muito deu para ver que Cascais é uma vila com uma longa aliança com o mar. É um casamento que dura há gerações e gerações, os monumentos relatam essa história, as velhas rochas não dizem menos, nem menos dirão as inúmeras embarcações ao largo no mar e as atracadas.



Se antes fora uma terra essencialmente de pescadores, hoje a diversidade é muita e isso é bem visível num passeio de que podemos usufruir no percurso pedonal entre Cascais e S. João do Estoril, tendo pelo meio o Monte Estoril e o Estoril.

A pé, Cascais está separada de S. João do Estoril apenas por cerca de 40 minutos, nesse percurso para além de mais paisagens esplendorosas e da proximidade com o mar, sempre a meros metros de distância, Cascais é exemplo vivo da diversidade aos mais diversos níveis:

- uns andam, uns correm, uns andam de bicicleta, uns de patins, outros de skate, outros de trotinete;

- uns passeiam os cães, outros os filhos, outros os namorados, outros a família, outros a eles próprios;

- ali uns aprendem a andar, outros deixaram de andar e são empurrados por outros mas querendo aproveitar cada trago de sol;

- outros fazem surf, outros equilibram o Yin e o Yang fazendo Tai Chi, outros dão valentes mergulhos, algumas tias ainda bem que preferem o sol natural ao solário ao "trabalharem para o bronze", outros pescam;

- a praia é ponto de encontro, é o café mais in da zona;

- os mais velhos são cheios de genica, a ginasticar de um lado para o outro;

- ele há ingleses, americanos, espanhóis, alemães e os loiros abundam;

- apesar da ventania está muito sol, o que para muita gente já é sinónimo de andar de T-shirt ou mesmo camisola de alças (cruzes credo!), pelo contrário este tempo ainda a la Inverno faz-me andar bem agasalhada. A ventania fez-me perder a coragem da semana passada de banhar os pezinhos pelo mar;

- os cães atiram-se à água e trazem a bola ao dono;

- o mar bate na rocha e na areia mas quase nunca com agressividade, acaricia a areia, não a enrola;

- os velejadores lá ao fundo aproveitam cada sopro deixado pelo vento.


(Mais uma vez tenho pena de não ter uma máquina para vos mostrar mais da bela Cascais, quiçá brevemente...)



publicado por rosa às 20:04 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Sábado, 28.02.09

Belém dos pastéis e da homenagem à epopeia dos Descobrimentos


Como é bom estar bem acordada para poder apreciar toda a viagem pela linha de cascais até Belém: perder o olhar na acalmia do mar e na forma como vida de todos os espaços envolventes e das pessoas está tão ligada a ele.

Essa ligação continua a existir em Belém, com o mar ali tão perto, de onde partimos para o Mundo.

E que ver em Belém? Muita, muita coisa!


Padrão dos Descobrimentos


lnicialmente concebido para a exposição do Estado Novo "Exposição do Mundo Português", oferece mesmo no topo, no miradouro, a melhor vista sobre a cidade naquela zona, a 50 metros de altura - dá-nos uma outra perspectiva sobre a rosa-dos-ventos lá em baixo e sobre todo o espaço envolvente. A não perder!

Num anfiteatro é mostrada a peça audiovisual "Lisbon experience". Considero que este vídeo está mais dirigido para as várias pessoas que nos visitam dos mais diversos continentes, a mensagem subliminar é mesmo vender o nosso país turisticamente. Contudo, mesmo para os portugueses o vídeo é bastante interessante pois reaviva a nossa memória quanto a aspectos fundamentais da história de Portugal, e em particular de Lisboa.

Habitualmente estão ainda disponíveis duas exposições no Padrão dos Descobrimentos. Uma delas referente à construção do emblemático monumento, esta não estava exposta mas será novamente montada, e uma outra com a temática da expansão portuguesa com maior incidência nos navegadores.



Torre de Belém

Imponente edifício, cartão postal da cidade e peça de arquitectura inigualável!

Construída num ponto estratégico para a defesa da cidade, como o transmite a sala dos canhões, repleta destes elementos.

Para o piso subterrâneo, bastante baixo, eram enviados prisioneiros, na sua maioria acusados de traição ao reino e de colaborar com os espanhóis. Naquele piso havia ainda um compartimento destinado a armazenar a pólvora.

Os vários pisos contam a sua história, por lá passaram governadores, gerações, como relatam os brasões. Nos vários pisos, há também belas paisagens para desfrutar.

Museu Colecção Berardo

No CCB com obras de Andy Warhol, Paula Rego, Francis Bacon, entre muitos outros, sendo que algumas obras são rotativas. Sem dúvida exposições a não perder e que ainda por cima são de visita gratuita.

Concordo com a frase de Raúl Perez, actualmente com uma grande exposição de cariz surrealista neste Museu, em que este diz que a arte não é mais do que o prolongamento dos sonhos.

E que melhor forma de libertação do quotidiano que a arte?

 

Pastéis tradicionais de Belém

Sim, são quase um monumento! Num único som: nhami!

 

Outros pontos turísticos em Belém:

- Mosteiro dos Jerónimos;

- Museu da Marinha;

- Museu de arte popular;

- Museu Nacional de arqueologia;

- Museu Nacional dos Coches;

- Planetário Calouste Gulbenkian.

 



publicado por rosa às 14:41 | link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito

Sábado, 14.02.09

Se até agora acordar cedo e chegar tarde a casa a cada dia de estágio apenas deixava aproveitar a bela vista de comboio pela linha de Cascais, este fim-de-semana de soleil deu para tirar a barriga de misérias!


Ontem foi dia de bater sola pela cidade das sete colinas. É sempre bom revisitar Lisboa. Desta vez a zona eleita foi a baixa e o Chiado, um pouco dos restauradores e Bairro Alto. 

Foi uma oportunidade de rever locais, descobrir ruas que levam a outras ruas e às mesmas ruas e beber a famosa "Ginjinha sem rival":


Com todo o respeito senhor Manuel, mas na minha humilde opinião, essa ginjinha, é bem boa sim, mas tem uma rival melhor, a docinha ginjinha de Óbidos!


E que dizer de Cascais?

Paisagens de tirar a respiração, fachadas e recantos em cada habitação que saltam à vista, palacetes que eu apelidaria de "palacetões" se a palavra existisse - eu não sei mas só quem desvia 'paletes' de dinheiro é que deve ter casarões assim, ou isso ou faz parte de uma linhagem real.

E oh le mertão calmo, transparente na sua proximidade, criando a ilusão de azul-verde quando nos afastamos.

Pela rua somos rodeados de estrangeiros ou portugueses pipis, e vá de vez em quando sempre se vê um comum mortal, aqui como esta estarrejense.

Pois é, sinto-me uma privilegiada :)


Talvez no futuro aqui saliente mais sobre os pontos mais importantes e fale um pouco da sua história. Hoje falo apenas do parque Marechal Carmona, um belo e grande, grande parque, no qual se encontra o Museu Condes de Castro Guimarães:


Tão bonito e majestos tanto por fora como por dentro.

An? Aquilo é que era viver em grande! Com o pequeno pormenor do senhor conde e condessa terem acesso a uma pequena praia privativa, numa pequena enseada, descendo uma escada da sua própria casa.


A baía é um local pelo qual se deve também passar e pouco mais acima o farol de Santa Marta é mais um belo sítio com vista privilegiada.



P.S.: as imagens foram gentilmente cedidas pela Li. Isto de não termos máquina fotográfica por estas bandas faz com que não vos possa mostrar mais deste recanto magnífico de Portugal.



publicado por rosa às 22:23 | link do post | comentar | ver comentários (12) | favorito

Quinta-feira, 12.02.09

O sol quente faz parecer que o Verão está à porta.

A vista é deslumbrante: enche o olhar e a alma.

O mar, algarvio típico, quase sem ondas, mistura de verde e azul, convida a dar um mergulho. Mas ah... we still in Winter!

A praia é convidativa mal se sai da empresa, pena é que quando se entra está ainda muito frio, quando se sai já está escuro.

 



publicado por rosa às 17:38 | link do post | comentar | ver comentários (7) | favorito

Sexta-feira, 23.01.09

É verdade, a saga marcada por encontros surreais quer com casas e bairros dúbios como com atitudes e personas non gratas terminou!

HABEMUS CASA! Muito, muito, muito melhor do que alguma vez certamente esperaríamos encontrar =D

Dado o local do poiso, espero não me tornar nisto :p

 

 

Não são os "conselhos que eu vos deixo" mas algumas notas na:

LIÇÃO EM 2 MINUTOS

Procurar casa naquela zona não é fácil! Sendo assim, deixo aqui umas breves notas de aspectos a tomar em consideração nesta tarefa:

- abastecimento com supplies de mapas da região: cidade, cidades circundantes (porque ficar mesmo em Lisboa, ainda mais nesta altura em que a maioria dos estudantes estão instalados torna-se ainda mais difícil), metro, linhas da CP, ...

- os anúncios não fornecem informação suficiente de que precisas, ou então oferecem informação ilusória (como 'modesto' para casas muito duvidosas). Convém que tenhas sempre pequenas notas quando telefonas para que fiques logo a saber se será ou não uma perda de tempo;

- essas notas são muito importantes, é importante pensar muito bem nas coisas essenciais que precisamos de saber sobre o apartamento;

- ir directo ao assunto: algumas pessoas são solitárias, ou melhor chatas, e em vez de nos falarem dos quartos/apartamentos começam a contar as suas façanhas durante a 1ª Guerra Mundial (não, não aconteceu :p) ou pormenores da sua vida privada (sim aconteceu...);

- se encontras um cantinho de que gostas e a bom preço "afinfa-lhe" logo! Porque um dia depois da tua visita saberás que um interessado fechou negócio e a tua esperança esvai-se;

- levar a sorte contigo!



publicado por rosa às 08:41 | link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito

Sábado, 10.01.09

Pois bem, estou habituada a que seleccionem a minha suite durante o período escolar. Tem sido assim nestes cinco anos de estudante universitária (já?!). Nunca há escolha só talvez uma pequena “subida de estatuto”, mas quando já estamos na ‘despensa’ da Universidade, prefiro pensar assim porque o termo até está associado a comida, já não há mais por onde trepar.

Pois bem mas as paragens vão ser outras daqui a nada e havia que descansar a mente quanto a um sítio em conta e simpático para ficar. Então lá foram duas moçoilas visitar os locais seleccionados ali para a linha de Cascais.

Depois dos últimos dias entre contactos, visitas a apartamentos e outros compartimentos que são supostamente também eles apartamentos, a minha reflexão vai principalmente para os negócios obscuros do mundo do arrendamento.

Meu Deus… só de pensar nas pérolas que se viram… Só destaco algumas como:

- “Os quartos já estão ocupados… mas eu tenho uma loja… aquilo com uma pinturazinha e tal… Ou sou capaz de arranjar qualquer coisa! Se quiser algum sítio comunique menina!” – Mas isto agora é ao ‘eu vou arranjar’ e como? Home jacking? Ui isto tá a ficar bonito... Ou tem ou não tem.

 

“Arrendam-se quartos para convívio” in jornal ‘Eu tenho anúncios’ (estes pleonasmos baratos nos jornais… Claro que uma pessoa procura casa principalmente para conviver…)

“Mas vocês não sabem se ficam cá a trabalhar? Eu tenho uma filha que trabalha no Sítio que eu cá sei, vocês dão os vossos currículos para ela entregar. Tenho também uma amiga que a filha… não arranjou emprego para a minha mas…” Hella! Já temos pessoas que nos procuram emprego?

 

E situações obscuras…

Hmmm preços do mercado para um Anexo… hella! E temos vizinhos! Aaah a morar também num anexo…

 

 

E não entrando por outras coisas que tais…
Meu Deus…

 



publicado por rosa às 02:16 | link do post | comentar | ver comentários (16) | favorito

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